Título: Entre Acordes e Rabiscos
Subtítulo: Como um metalheiro caótico e uma artista desastrada criaram seu próprio felizes para sempre
Resumo do livro:
Eddie sempre foi o rei do caos em Hawkins: barulhento, dramático, cheio de energia e com a libido tão alta quanto o volume do seu amplificador. No palco, ele é o Bardo, o cara que domina o The Hideout com solos de guitarra e piadas sem filtro. Fora dele, é o guerreiro inseguro que morre de medo de ser deixado para trás de novo. Ele vive de música, RPG e do orgulho de ser o “esquisito oficial” da cidade.
Yumi sempre foi a garota que ninguém nota até tropeçar em alguma coisa. Baixinha, tímida, rosto que fica vermelho com qualquer elogio, vive escondida atrás de um caderno de desenhos e romances clichês de amores impossíveis. Ela passa noites inteiras criando heróis perfeitos no papel, mas tranca todos eles dentro de um mundo seguro, onde nada a machuca de verdade. No fundo, Yumi sonha com um amor intenso, bagunçado e quente… mas tem pavor de virar o centro das atenções.
Os dois se cruzam há meses nos shows: ele no palco, ela em um canto escuro do bar, desenhando. Ele finge que não repara, mas sempre tenta arrancar um sorriso dela em meio ao barulho. Ela finge que não está desenhando aquele guitarrista maluco como se fosse o protagonista do romance mais erótico da estante. Até a noite em que Eddie finalmente desce do palco, suado, ofegante, coração acelerado, e resolve invadir o mundinho dela. Um elogio torto aqui, uma piada ali, um desenho secreto dele como herói romântico… e a faísca acende de um jeito que nenhum dos dois esperava.
“Entre Acordes e Rabiscos” acompanha a linha do tempo completa desse casal totalmente oposto: do primeiro contato desengonçado no The Hideout até o dia em que eles dividem uma casa, uma cama e duas gêmeas que puxaram o cabelo selvagem do pai e os olhos intensos da mãe. No caminho, o livro mergulha em:
• A fase da tensão e da paquera, em que Yumi entra em curto-circuito com qualquer toque de Eddie, tropeça em praticamente tudo o que encontra, derruba coisas na hora errada e, mesmo assim, acaba sendo a pessoa mais irresistível do mundo para ele.
• As primeiras noites no trailer, cheias de desejo, nervosismo e cenas de sexo explícito em que a timidez dela e a energia dele se chocam de forma hilária, quente e completamente fora de controle. Aqui, a comédia vem junto com a vulgaridade carinhosa, o improviso tosco, o sutiã que não abre, o joelho batendo na parede, a cama rangendo alto demais, e dois corpos aprendendo um ao outro com uma sinceridade que nunca tiveram com ninguém.
• A transformação lenta de Yumi: da garota que mal consegue encarar Eddie nos olhos quando ele joga uma cantada suja, até a mulher que o puxa pela gola da jaqueta, o empurra no colchão e assume o comando sem pedir licença. A cada noite, ela descobre uma nova parte do próprio desejo, perde uma camada de vergonha e ganha uma dose de ousadia que só aparece com ele.
• O lado vulnerável por trás da máscara barulhenta de Eddie: o medo de não ser suficiente, as inseguranças sobre seu futuro com a música, a sensação de que nunca foi escolhido para valer. Com Yumi, ele aprende que pode ser desejado e amado exatamente do jeito exagerado e caótico que é.
• Os encontros desastrosamente engraçados: amigos quase pegando os dois no flagra, barulho de cama que faz vizinho bater na parede, um desenho erótico de Eddie que alguém vê por engano, e todas as situações constrangedoras que surgem quando o casal mais barulhento da cidade tenta manter a vida sexual “discreta”.
À medida que o relacionamento amadurece, o livro mostra que o tesão não é inimigo do amor, e que uma relação cheia de palavrões sussurrados ao pé do ouvido também pode ser absurdamente terna. Eles passam das rapidinhas pós-show, cercadas de cheiro de cigarro e amplificadores, para noites mais lentas, cheias de confiança, em que cada toque carrega história. A cama vira palco, confessionário e campo de batalha íntima, onde eles trabalham traumas, medos e fantasias com a mesma intensidade.
O tempo passa. Eles erram, acertam, brigam pouco e transam muito, dão risada das próprias falhas, encaixam as rotinas, misturam travesseiros, roupas, playlists e sonhos. O mundo continua pequeno, mas dentro do trailer, e depois de uma casa só deles, o universo é amplo: é feito de solos de guitarra dedicados a uma única espectadora e de páginas inteiras de cadernos preenchidas com o mesmo rosto bagunçado, agora ao lado do dela.
Quando chega a fase do casamento, Eddie não vira um “adulto chato”: ele continua teatral, dramático, exagerado. Yumi continua tropeçando em brinquedos no chão, derrubando coisas e ficando vermelha na frente de quem ousar perguntar “como foi a noite de vocês?”. O sexo não desaparece com as responsabilidades; só se reinventa. O livro mostra, com humor e sinceridade, o primeiro sexo depois da lua de mel, depois de brigas bobas, depois da exaustão do dia, e até depois da chegada das gêmeas, quando qualquer minuto sozinho vira possibilidade e motivo de piada.
No final, “Entre Acordes e Rabiscos” é um romance adulto que não pede desculpa por ser quente. As cenas de sexo são explícitas, intensas e cheias de linguagem vulgar trocada em confiança, mas nunca gratuita: cada momento entre eles constrói algo, seja intimidade, coragem, cura ou simplesmente memórias ridículas que os fazem chorar de rir depois.
É a história de um metalheiro caótico que encontrou sua casa no colo de uma artista desastrada, e de uma menina tímida que descobriu a própria ousadia na cama, no palco e na vida, ao lado do homem mais barulhento da cidade. Um livro sobre como dois opostos podem não só se atrair, mas construir juntos um felizes para sempre completamente imperfeito, completamente quente, completamente deles.